Detesto ir a casas de banho públicas e quando entro nas cabines das necessidades, vejo que não há um gancho ou qualquer coisa para pendurar o casaco e a carteira (e os sacos das compras, caso vá com eles)!
Mas não pensamos aqui?? Hem?? É que se uma pessoa for sozinha e não tiver quem lhe segure nas coisas, é suposto fazermos as necessidades sem pousarmos as coisas? Sim, porque no chão não vamos pousar que está sempre nojento e patinhado...
Onde está o livro das reclamações??
E os homens escusam de vir aqui deixar comentários tipo das mulheres andarem com muita tralha e tal... Porque somos nós que vos guardamos as coisas na carteira quando não têm onde pôr e somos sempre nós que vos salvamos com qualquer coisa de dentro da mesma, tipo: lenços, canetas, corta-unhas, pensos rápidos...
Uma mulher sofre.
22 Novembro, 2009
dar uma mão
Esta 6ª feira que passou, estive presente numa palestra de um tema que já antes tinha mexido comigo. Uma prima minha esteve a fazer voluntariado na Índia num projecto chamado IIMC (Institute for Indian Mother and Child). Ao vir de lá, veio diferente. Com qualquer coisa mais que havia ganho interiormente e que não queria guardar para ela, mas sim partilhá-la com os outros. Na altura foi-me mostrado uma apresentação (durante um encontro de família) que ela fez, acompanhada de um texto - já que não pode estar presente para dar o seu testemunho, visto estar a tirar o curso de medicina em Berlim. Nessa altura, não só por ser o testemunho da pessoa que era (e que eu admiro muito), mas também pelas imagens fortes e o texto que chegavam bem cá dentro, fiquei com o bichinho de querer saber mais, de querer perceber melhor o que podia fazer para ajudar.
Entretanto, ela conseguiu trazer o Dr. Sujit a Portugal, que é a cabeça deste projecto, para nos falar sobre isso. Não sou capaz de transmitir por aqui tudo o que tem importância, mas posso-vos dizer que vale a pena e gostava que houve mais gente a aderir e a ajudar. Não custa nada. E para quem acha que para ajudar alguém é preciso tempo e dinheiro e outras coisas, engane-se.
A ajuda mais precisa é apenas de apadrinhar uma criança indiana, apenas transferindo 20€ por mês. Para terem noção, esses 20€ providenciam à criança roupa, calçado, comida, material escolar e cuidados médicos. E se 20€ for muito puxado, podem juntar-se com quem quiserem para dividirem por todos, de forma a não ser tão pesado, e todos passaram a apadrinhar essa criança. É tão simples e ajuda de uma maneira que nem nós temos noção. Entretanto as pessoas que ajudam com esses 20€ mensais, recebem cartas da criança, recebem cartas do instituto com relatórios do progresso escolar da mesma, e também podem ir à Índia ter contacto directo com a criança (ponto máximo e de uma emoção intensa) ou até ficarem lá em voluntariado.
Para mais informações podem-me contactar por aqui, ou podem ir a este site (penso que o site será traduzido em breve para português).
Não dizem metade do que eu gostava de vos transmitir, mas aqui ficam dois vídeos:
- http://www.youtube.com/watch?v=NQrqoED0ynk
- http://www.youtube.com/watch?v=vZPpnrXZ14M
Entretanto, ela conseguiu trazer o Dr. Sujit a Portugal, que é a cabeça deste projecto, para nos falar sobre isso. Não sou capaz de transmitir por aqui tudo o que tem importância, mas posso-vos dizer que vale a pena e gostava que houve mais gente a aderir e a ajudar. Não custa nada. E para quem acha que para ajudar alguém é preciso tempo e dinheiro e outras coisas, engane-se.
A ajuda mais precisa é apenas de apadrinhar uma criança indiana, apenas transferindo 20€ por mês. Para terem noção, esses 20€ providenciam à criança roupa, calçado, comida, material escolar e cuidados médicos. E se 20€ for muito puxado, podem juntar-se com quem quiserem para dividirem por todos, de forma a não ser tão pesado, e todos passaram a apadrinhar essa criança. É tão simples e ajuda de uma maneira que nem nós temos noção. Entretanto as pessoas que ajudam com esses 20€ mensais, recebem cartas da criança, recebem cartas do instituto com relatórios do progresso escolar da mesma, e também podem ir à Índia ter contacto directo com a criança (ponto máximo e de uma emoção intensa) ou até ficarem lá em voluntariado.
Para mais informações podem-me contactar por aqui, ou podem ir a este site (penso que o site será traduzido em breve para português).
Não dizem metade do que eu gostava de vos transmitir, mas aqui ficam dois vídeos:
- http://www.youtube.com/watch?v=NQrqoED0ynk
- http://www.youtube.com/watch?v=vZPpnrXZ14M
já agora, vale a pena pensar nisto
"Não tenho filhos e tremo só de pensar. Os exemplos que vejo em volta não aconselham temeridades. Hordas de amigos constituem as respectivas proles e, apesar da benesse, não levam vidas descansadas. Pelo contrário: estão invariavelmente mergulhados numa angústia e numa ansiedade de contornos particularmente patológicos. Percebo porquê. Há cem ou duzentos anos, a vida dependia do berço, da posição social e da fortuna familiar. Hoje, não. A criança nasce, não numa família mas numa pista de atletismo, com as barreiras da praxe: jardim-escola aos três, natação aos quatro, lições de piano aos cinco, escola aos seis, e um exército de professores, explicadores, educadores e psicólogos, como se a criança fosse um potro de competição.
Eis a ideologia criminosa que se instalou definitivamente nas sociedades modernas: a vida não é para ser vivida - mas construída com sucessos pessoais e profissionais, uns atrás dos outros, em progressão geométrica para o infinito. É preciso o emprego de sonho, a casa de sonho, o maridinho de sonho, os amigos de sonho, as férias de sonho, os restaurantes de sonho.
Não admira que, até 2020, um terço da população mundial esteja a mamar forte no Prozac. É a velha história da cenoura e do burro: quanto mais temos, mais queremos. Quanto mais queremos, mais desesperamos. A meritocracia gera uma insatisfação insaciável que acabará por arrasar o mais leve traço de humanidade. O que não deixa de ser uma lástima.
Se as pessoas voltassem a ler os clássicos, sobretudo Montaigne, saberiam que o fim último da vida não é a excelência, mas sim a felicidade!"
Eis a ideologia criminosa que se instalou definitivamente nas sociedades modernas: a vida não é para ser vivida - mas construída com sucessos pessoais e profissionais, uns atrás dos outros, em progressão geométrica para o infinito. É preciso o emprego de sonho, a casa de sonho, o maridinho de sonho, os amigos de sonho, as férias de sonho, os restaurantes de sonho.
Não admira que, até 2020, um terço da população mundial esteja a mamar forte no Prozac. É a velha história da cenoura e do burro: quanto mais temos, mais queremos. Quanto mais queremos, mais desesperamos. A meritocracia gera uma insatisfação insaciável que acabará por arrasar o mais leve traço de humanidade. O que não deixa de ser uma lástima.
Se as pessoas voltassem a ler os clássicos, sobretudo Montaigne, saberiam que o fim último da vida não é a excelência, mas sim a felicidade!"
[jornalista João Pereira Coutinho]
15 Novembro, 2009
pergunta
Porque é que em cenas policiais eles dizem pelo walky-talky depois de passada a informação: "Roger that"?? Quem é o senhor Roger?...
(ou sou eu que percebo mal e o meu inglês não é grande coisa?)
(ou sou eu que percebo mal e o meu inglês não é grande coisa?)
amigos
Ontem estive com amigos.
Absorvendo tudo o que contavam, todo o saciar de memórias relembradas, senti orgulho por conhecer pessoas assim, senti um quentinho como se vivesse cada momento intenso relatado pelas palavras que galopavam com alegria da boca (e da alma) para fora.
Não aqueles a quem chamamos amigos e que andam connosco na escola ou no trabalho. Mas sim aqueles verdadeiros amigos (que se contam pelos dedos das mãos) com quem nos sentimos bem por dentro e nos dão vontade de ficar nessa companhia até ao dia seguinte. A quem gostamos de contar a nossa vida e mostrar fotografias, o que está mais por dentro de nós. Com quem gostamos de trocar ideias e maneiras de pensar. Com quem não temos problemas em falar de seja o que for, de contar os problemas. Com quem soltamos gargalhadas daquelas que nos fazem agarrar a barriga com tanto riso. Com quem nos sentimos em casa, seja onde for que se esteja.
Naquele serão, naquele cantinho, senti essa chama acesa que é a vida, que é a sinceridade. Nesses braços abertos fundidos a um sorriso e boa disposição constante, senti-me em casa. Senti que ali havia (e há) amigos para a vida.
Absorvendo tudo o que contavam, todo o saciar de memórias relembradas, senti orgulho por conhecer pessoas assim, senti um quentinho como se vivesse cada momento intenso relatado pelas palavras que galopavam com alegria da boca (e da alma) para fora.É tão bom ter amigos assim.
11 Novembro, 2009
pergunta
Alguém me explica porque é que aqueles painéis luminosos, que têm escrita o nome de um qualquer sítio (ex: hotéis, farmácias, bares, cafés, teatros, etc...), têm sempre uma letra com as luzes fundidas?...
10 Novembro, 2009
tubo de ensaio
Ontem fartei-me de rir com o programa "Tubo de Ensaio". Um programa de humor com o Bruno Nogueira. Vale a pena.
Já agora para fazer publicidade, porque eu não sabia deste programa (e passei a ser fã!), dá na TSF de 2ª a 6ª feira nos horários seguintes: 9:20 e depois repete às 16:50 e às 18:25.
Nem sempre tem piada. Mas este último intitulado "Pressa", está demais!! Para quem quiser ouvir uns 3 minutinhos, vá aqui. xD
Outros que também me fizeram rir imenso:
- O anúncio do Pingo Doce
- Aranha XVI
- Gripe A
Já agora para fazer publicidade, porque eu não sabia deste programa (e passei a ser fã!), dá na TSF de 2ª a 6ª feira nos horários seguintes: 9:20 e depois repete às 16:50 e às 18:25.
Nem sempre tem piada. Mas este último intitulado "Pressa", está demais!! Para quem quiser ouvir uns 3 minutinhos, vá aqui. xD
Outros que também me fizeram rir imenso:
- O anúncio do Pingo Doce
- Aranha XVI
- Gripe A
08 Novembro, 2009
enquanto houver estrada p'ra andar...
Ainda há coisas que nos surpreendem.
Há poucos dias atrás tive uma experiência que me levou a um sentimento que há muito não acontecia em mim. É engraçado como às vezes se luta e trabalha tanto, dando o que parece ser demasiado de nós, e se chega àquele ponto no qual esgotamos. As mãos cansam de trabalhar o barro. E mete confusão tanta dedicação quando as pessoas não ligam ao que se faz. Quando se chega a esse ponto, o pensamento cola-se a uma única palavra: desistir. Ficamos convictos de que é a solução porque simplesmente não vale a pena.
Depois acontece uma coisa gira, inesperada. Algo nos vira do avesso por dentro e nos surpreende com respostas que mostram que afinal não é bem assim. Que afinal há ali mais qualquer coisa pela qual vale a pena lutar e continuar.
Num sorriso, numa palavra, numa conversa, renasce um espírito de esperança. E saímos de lá com um sorriso no rosto e vontade de continuar.
Num sorriso, numa palavra, numa conversa, renasce um espírito de esperança. E saímos de lá com um sorriso no rosto e vontade de continuar.Nessa noite, senti uma qualquer coisa a (pre)encher-me por dentro que me impelia a continuar noite dentro sem nunca parar de falar, de ouvir, de ajudar a transformar aquele barro numa forma bonita de se viver.
04 Novembro, 2009
este "calorzinho" esquisito
Este "calorzinho" esquisito que decidiu aparecer... E depois anda numa de toma-lá-dá-cá que não se percebe. Ainda não percebi se o frio e a chuva vieram para ficar ou andam a jogar às escondidas com o sol.
Ontem ao ir na rua, apanhei com uma chuvada de folhas mesmo em cima de mim. Decidiram assim, de repente, cair uma data delas. E pelos vistos era bem mais giro acertar em alguém. E até foi giro! :) Entretanto lá vai caindo uma chuva-molha-tolos que nem se percebe se vale a pena andar com guarda-chuva ou não. O vento já começa a fazer-se ouvir. E eu já ando a dormir com pijama de inverno e edredon. Agora já custa mais sair de casa.
E pronto. Foi a minha composição-à-escola-primária de hoje, que dá início ao Inverno no meu blog.
Ontem ao ir na rua, apanhei com uma chuvada de folhas mesmo em cima de mim. Decidiram assim, de repente, cair uma data delas. E pelos vistos era bem mais giro acertar em alguém. E até foi giro! :) Entretanto lá vai caindo uma chuva-molha-tolos que nem se percebe se vale a pena andar com guarda-chuva ou não. O vento já começa a fazer-se ouvir. E eu já ando a dormir com pijama de inverno e edredon. Agora já custa mais sair de casa.
E pronto. Foi a minha composição-à-escola-primária de hoje, que dá início ao Inverno no meu blog.
01 Novembro, 2009
Três Cantos
Ontem, depois de uma correria louca durante o dia, cheio de percalços e contratempos, lá conseguimos chegar a tempo do espectáculo.Apesar de ficarmos no Balcão Popular, dava para ver de lá de cima as duas filas quase só preenchidas só pelo povo de Lamego!! Ah! Carago! Só faltou o cartaz ou o lençol a dizer "Lamego está aqui!". Pelas minhas contas, estariam cerca de 16 pessoas de família (ou aproximados de família) presentes neste espectáculo.
Espectáculo este que teve muita cor, uma quantidade e variedade enorme de instrumentos, um coro substancial, dando cabeça a tal evento estes três fantásticos senhores.
O público vibrou e durante mais de duas horas, esteve em sintonia com as canções que fizeram e fazem parte da vida desta geração.
Não é verdade o comentário de alguém que me perguntava em tom irónico se tinha sentido o cheiro a naftalina na sala (dada a faixa etária presente em maioria). Mas digo-vos que a sala também teve umas boas bancadas preenchidas de malta nova que aderiu e cantou com o mesmo entusiasmo.
A simplicidade, a descontracção e a emoção com que estes três cantores encheram o coliseu e as memórias daquele público, fez-se notar em arrepios de cumplicidade, em sorrisos e salvas de palmas intensas.
Um serão bem passado sem dúvida.
[Aqui fica uma das músicas que me surpreendeu pelo simples motivo de não saber que era do Fausto e de ser uma música que a minha mãe sempre cantou desde que sou pequenina...]
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